À uns dias, num daqueles tempos em que nada temos para nos ocupar e as horas se arrastam vagarosamente, pus-me a pensar no quão bom seria poder ajudar os outros.
Como curioso humano que sou, logo comecei a reunir informação de como poderia fazer a diferença na comunidade. Estupefacto fiquei ao ver as regras que me impunham, coisas como: "Terá de ser maior de idade" ou "Tirará um curso de três meses", pedindo também.passo a citar, "Um horário extremamente fléxivel
Foi para mim um choque deparar-me com tantas barreiras, impossíveis de ultrapassar tendo em conta o tempo que disponho.
Querendo apenas dar largas à boa vontade, para quê ter de oficialmente ser um adulto?Perguntei-me um tanto exasperado com tal situação.
Como curioso humano que sou, logo comecei a reunir informação de como poderia fazer a diferença na comunidade. Estupefacto fiquei ao ver as regras que me impunham, coisas como: "Terá de ser maior de idade" ou "Tirará um curso de três meses", pedindo também.passo a citar, "Um horário extremamente fléxivel
Foi para mim um choque deparar-me com tantas barreiras, impossíveis de ultrapassar tendo em conta o tempo que disponho.
Querendo apenas dar largas à boa vontade, para quê ter de oficialmente ser um adulto?Perguntei-me um tanto exasperado com tal situação.
A bondade existe em nós não na nossa idade, e sem duvida que tendo contacto com pessoas em situações de vida diversas levaria formação de melhores pessoas, mais conscientes e humanitárias
Não descarto obviamente a necessidade de instrução, apenas a rigidez da mesma, além do mais, chocou-me ver o que exigiam de quem queria apenas ajudar, deu a sensação de que os horizontes do voluntariado estão fechados para meia dúzia de pessoas com disponibilidade para cumprir todos os termos impostos.
Tendo horários fixos e pouco tempo livre dou comigo com apenas o ocioso fim-de-semana por preencher, mas obviamente esse espaço de tempo não preenche as exigências das instituições portuguesas, que sem duvida terão, digo,até excesso de pessoal profissional e cursado, fazendo, por exemplo, que num hospital todo e qualquer doente tenha a seu lado pontualmente alguém, a tentar espantar a tristeza que fortemente se puderá ter fixado à pessoa, e não apenas, alguém que cuide da sua saúde física ignorando,excepto em certos casos,os sentimentos que corroem as pessoas tão ou até mais eficientemente que qualquer doença física.
Dizem que o homem moderno só olha para si e para aqueles que ama, mas a verdade é que as portas para um comunidade aberta estão fechadas devido a todo este conjunto de regras exigidas tanto neste assunto quanto em qualquer outro.
Não descarto obviamente a necessidade de instrução, apenas a rigidez da mesma, além do mais, chocou-me ver o que exigiam de quem queria apenas ajudar, deu a sensação de que os horizontes do voluntariado estão fechados para meia dúzia de pessoas com disponibilidade para cumprir todos os termos impostos.
Tendo horários fixos e pouco tempo livre dou comigo com apenas o ocioso fim-de-semana por preencher, mas obviamente esse espaço de tempo não preenche as exigências das instituições portuguesas, que sem duvida terão, digo,até excesso de pessoal profissional e cursado, fazendo, por exemplo, que num hospital todo e qualquer doente tenha a seu lado pontualmente alguém, a tentar espantar a tristeza que fortemente se puderá ter fixado à pessoa, e não apenas, alguém que cuide da sua saúde física ignorando,excepto em certos casos,os sentimentos que corroem as pessoas tão ou até mais eficientemente que qualquer doença física.
Dizem que o homem moderno só olha para si e para aqueles que ama, mas a verdade é que as portas para um comunidade aberta estão fechadas devido a todo este conjunto de regras exigidas tanto neste assunto quanto em qualquer outro.
Então com pesar, descubro que para ajudar os outros teremos, para isso, não ter uma vida própria, o que nos dias que atravessamos tão pesarosamente é dificílimo.
A sociedade prende os nossos movimentos levando-nos a cair na rotina,sentar-nos no sofá e suspirar, pois amanha tudo se voltará a repetir, sem escapes, sem libertações, e desta forma todos nós sem darmos conta perdemos os nossos sonhos mais inocentes e puros, que se nos escapam pelos dedos como água.
Eu não perdi este meu sonho, mas terei de o adiar, limitando assim as minhas acçoes "humanitárias", a reter a porta do elevador aquando a chegada de um vizinho.
A sociedade prende os nossos movimentos levando-nos a cair na rotina,sentar-nos no sofá e suspirar, pois amanha tudo se voltará a repetir, sem escapes, sem libertações, e desta forma todos nós sem darmos conta perdemos os nossos sonhos mais inocentes e puros, que se nos escapam pelos dedos como água.
Eu não perdi este meu sonho, mas terei de o adiar, limitando assim as minhas acçoes "humanitárias", a reter a porta do elevador aquando a chegada de um vizinho.

Um comentário:
pois... mas a maior parte das pessoas so pensam nelas proprias... e mais nada.... os outros, melhore dizendo os de classes mais baixas nao passam de uns pobres k andam ai....segundo a cabeça dessas pessoas.... isso e uma completa injustiça...
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