
Vemos, actualmente, uma sociedade supostamente aberta e aceitadora do homem, do que ele é e da forma como o é. Mas tudo isto não passa de algo ilusório pois de aceitadora nada tem. Os jovens vivem e sentem-se discriminados pelos mais velhos que seguem uma matriz de regras e normalidade diferentes, mas esta situação é a ponta do iceberg pois a sociedade luta até contra algo que o homem não consegue evitar, as suas tendências naturais, além de não aceitar ou até mesmo tolerar esta usa as suas forças para erradicar o que considera anormal e anti-natura pois na sua fechada mentalidade só há um caminho a seguir- nascer, crescer, constituir família, envelhecer e por fim morrer, sem marcar o mundo nem agir de forma a encontrar a felicidade que devia ser a luta constante do homem e só não o é pois a vontade por esta busca é-lhe extirpada pelos indivíduos à sua volta. Aqueles que temerosamente ignoram esta pressão e seguem os seus desejos são postos de lado, rotulados e discriminados pelos demais. E não há volta a dar, para alterar tal constante toda a sociedade teria de ser transformar e perder todas as suas limitações. Porêm vendo esta situação percebemos que até o conceito de sociedade não existe um todo mas sim vários grupos de homens que interagem mas raramente de forma natural e pacifica pois estes mesmos grupos consideram os outros anormais e incapazes de agir de forma correcta. Por fim, sem mais nada para dizer deixo apenas o exemplo mais notável da intolerância da sociedade e da tentativa desta de erradicar o que considera errado que é o facto de na Malásia ter sido aberta uma escola que tem como função incutir “virilidade” nos homens do sexo masculino que são efeminados. Este exemplo além de real e actual é no mínimo chocante e dá toda a veracidade a este texto que mais uma vez foi escrito através da minha incredulidade perante a situação apresentada.

